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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Silêncio x ideologia

"A neutralidade é um mito. Mesmo que se imagine um discurso que se pretenda neutro e isento, buscando omitir ao máximo a presença do sujeito discursivo, não consegue fazê-lo, já que sua marca ideológica estará lá: a da omissão. Até mesmo o silêncio é uma forma ideológica de discurso.”


(CORADO, Patrícia Ribeiro. Marcas ideológicas do sujeito da enunciação na seleção e combinação lexicais das manchetes jornalísticas. Disponível em http://www.filologia.org.br /viiicnlf/anais/caderno13-15.html

Discurso

Todo dizer tem por objetivo, em maior ou menor grau, influenciar o destinatário, conquistar sua adesão a um determinado ponto de vista: todo dizer visa persuadir, ou convencer, ou simplesmente pedir a concessão do destinatário para o posicionamento que estamos defendendo no momento.  (Orientações Pedagógicas)

No tocante à interação, o discurso autoritário caracteriza-se pela assimetria (o locutor mostra-se hierarquicamente superior ao alocutário) e por uma quase nula reversibilidade (troca de papéis entre locutor e alocutário): o locutor não considera a possibilidade de o alocutário ter algo a dizer, ter uma opinião diferente da sua, sequer ter uma opinião. Tende, pois, a ser o agente exclusivo de um discurso que assujeita o interlocutor com argumentos apresentados como verdadeiros e, por isso, incontestáveis, o que significa que devem ser aceitos. Daí o recurso constante, no discurso autoritário, às modalizações de certeza, necessidade, obrigatoriedade (é certo, é preciso, é imprescindível, é proibido, não há dúvida, etc.) e à generalização do saber do locutor (todos sabem, é dever de todos, ninguém duvida, etc.). Colocando-se com autoridade, como uma verdade, uma imposição ou uma ordem, o discurso autoritário não se abre à multiplicidade dos sentidos, admitindo uma única interpretação do tema discursivo, ainda que reapresentada sob diferentes formas (paráfrase). Os domínios religioso e publicitário tendem a apresentar discursos desse tipo. (Orientações Pedagógicas)


Um enunciado ou um texto nunca é somente uma informação: nele estão envolvidos processos de subjetivação, de argumentação, de construção do real. Em outras palavras, todo uso que se faz da linguagem é ideológico; logo, as informações que recebemos — inclusive as do domínio jornalístico — não são uma simples reprodução do real. (Orientações Pedagógicas)

A ideologia opera por meio da linguagem: ela se manifesta na forma como a linguagem é manipulada para que as versões, contando apenas aquilo que “importa” ou “interessa” dos fatos, não deixem jamais de ser caracterizadas e entendidas como o próprio fato. (Orientações Pedagógicas)



A ideologia invariavelmente deixa marcas no discurso. As escolhas lexicais e morfossintáticas presentes em um texto não são, portanto, nem ingênuas nem aleatórias: revelam, antes, a visão de mundo e os interesses de um sujeito discursivo que, pela palavra, tem poder no jogo interlocutivo. Vale frisar que o poder não é necessariamente um espaço que se ocupa, mas principalmente uma relação que se cria. E o poder encontra, na palavra, mecanismos para se manter sem o uso da força. Compreender a palavra-poder é entender a construção das relações em que estamos envolvidos e os mecanismos que nos tornam submissos ao poder que se estabelece nos espaços dessas relações. (Orientações Pedagógicas)

Todo dizer tem por objetivo, em maior ou menor grau, influenciar o destinatário, conquistar sua adesão a um determinado ponto de vista: todo dizer visa persuadir, ou convencer, ou simplesmente pedir a concessão do destinatário para o posicionamento que estamos defendendo no momento. (Orientações Pedagógicas)


 Nosso conceito de natureza e de sociedade, de realidade e de verdade, nossas teorias científi cas e valores, enfi m, a memória coletiva de nossa humanidade está depositada nos discursos que circulam na sociedade e nos textos que os materializam. Textos feitos de gestos, de formas, de cores, de sons e, sobretudo, de palavras de uma língua ou idioma particular. (Orientações Pedagógicas)

sábado, 23 de agosto de 2014

Escritos e Rabiscos

Poemas